'Proibido' de trabalhar no Paraná, Levir tenta triunfo 'em casa'
MatériaMais Notícias
da brwin: Camisas de Atlético-MG, Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Botafogo, Criciúma, Cerezo Osaka, Coritiba, Paraná e Atlético-MG. Todas essas e a comida mineira em um restaurante localizado em uma das principais avenidas de Curitiba são parte da história de Levir Culpi, um curitibano que fez seu nome em Minas Gerais e no Japão, mas que, mesmo com 50 anos de futebol, ainda quer mais.
E é por isso que aceitou o desafio de comandar o Santos na Libertadores, só não esperava que sua estreia seria em casa, local em que é “proibido” de trabalhar.
E a pena é cumprida à risca, não por medo da CBF, STJD ou qualquer órgão. A determinação vem de cima: da família. Dono de dois restaurantes em Curitiba, a família Culpi decidiu que o único trabalho na capital paranaense será cuidar dos comércios. E a explicação é óbvia para quem vive no futebol há tempo tempo.
-Depende, quando vou jogar contra, ninguém gosta de mim. Só metem o pau e criticam e cornetam nos restaurantes. Mas quando vou jogar a favor, todo mundo gosta de mim, é impressionante – explica o técnico santista, em tom descontraído.
Ex-jogador do Coritiba e técnico, e ex-treinador de Paraná e Atlético-PR, o último trabalho em sua cidade foi justamente o Furacão, adversário do Peixe nesta quarta-feira, pelas oitavas de final da Libertadores, às 19h15, na Vila Capanema.
Campeão paranaense pelo Paraná e vice-brasileiro pelo Furacão em 2004, quando o Santos faturou o título, Levir não escolhe nenhum dos três estádios de Curitiba, pois todos têm suas peculiaridades.
-A Vila Capanema é o estádio da Copa do Mundo de 1950, tem um carisma, sabe? É um negócio espetacular. O Couto é um estádio que está se modernizando e ainda tem o estádio do Atlético, que é o que temos mais de mais moderno no país. É um Alçapão e uma pressão muito forte. Para quem vai jogar é difícil nos três. É um desafio – completa.
Mas quem vê o técnico bem humorado e calmo nas entrevistas coletivas não sabe de um outro lado, o de brigador e que tem muito respeito em sua cidade. Quem diz isso é outro paranaense, Pachequinho, atual técnico do Coxa e comandado por Levir em 1991, quando era atacante.
-Ele já era moderno na época, tinha metodologias diferentes. Optava mais por trabalhos intensos em campos pequenos. Na questão tática também acrescentou bastante coisa. Lembro que oCoxa estava na Série B e nós tivemos uma campanha boa, mas no mata-mata, contra o Guarani, perdemos nos pênaltis. Esse jogo foi polêmico porque nosso ônibus ficou fora do estádio, não deixaram entrar, passamos no meio da torcida, teve confusão e no vestiário tinha formol, cheiro forte, sem condição de usar. Não pudemos entrar no gramado e tivemos que fazer aquecimento no vestiário do lado.O Levir foi um dos que teve desgaste com os torcedores, muitos xingamentos. Uma das coisas que ele nos passou foi que não poderíamos deixar esse ambiente atrapalhar no jogo. E fizemos um bom jogo, mas anularam um gol legítimo, gol que daria a classificação. Ele teve capacidade de organização, de tranquilizar a todos para não deixar abalar – conta.
Para tudo ficar em harmonia em casa, só falta a camisa do Santos na parede de seu restaurante, o Tempero de Minas. Mas para isso, sua passagem pela Vila Belmiro terá que ser marcante, como só a Libertadores é capaz de marcar.
RelacionadasSantosSantos treinará na Vila Belmiro na véspera do clássico com o São PauloSantos04/07/2017SantosVanderlei cobra ritmo de última vitória sobre o Furacão e lamenta troca de estádios na LibertadoresSantos04/07/2017LibertadoresAtlético-PR x Santos: veja prováveis times, onde ver, desfalques e palpitesLibertadores04/07/2017